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Foto: Divulgação
                                                          
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Rapaz natural de Itatira se prostitui em Fortaleza e diz que chega a ganhar até 200 reais por dia


Quarta-feira, 11 de abril de 2018   Atualização: 04:38

A vida de garoto de programa é bem conhecida em Fortaleza. Hoje o método de trabalho é diferente, poucos ficam nas esquinas, mas sim conectados à internet ou com o telefone celular, sempre carregado, em mãos. Muitos garotos de programa relatam que trabalham para sustentar a família. O que os levava era a vontade de viver com conforto, fazendo o que gostam. A maioria faz anúncios em sites e por lá acertam o pagamento. Eles são jovens, a maioria é gay, 80% faz programas com homens e 20% com mulheres e casais.
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Os homossexuais são os principais clientes. Os programas variam de R$ 80 a R$ 200. Um jovem de Itatira, 23 anos, é um desses rapazes. Ele mora em Fortaleza há alguns anos disse que há dois anos começou a fazer programas para viver melhor e com mais luxo, como usar roupas de grifes. "Comecei a fazer isso apenas por curiosidade e depois percebi que dava para tirar uma grana legal. Ninguém tem ideia que faço esse tipo de coisa. A discrição é fundamental", revelou.

O itatirense contou que atende somente pelo whatsapp e que divulga seus serviços na internet . "Quando pedem para eu dormir com eles, chego a desembolsar R$ 300 reais", diz o rapaz que afirma ganhar até R$ 3 mil em um mês. "Faço porque gosto de sexo", diz.

O itatirense conta que a maioria dos seus clientes são homens mais velhos e com disposição para pagar até R$ 300 por programa. "Faço ativo e passivo e gosto de atender homens. É muito difícil uma mulher ligar", diz o itatirense. A maioria dos garotos de programas não mostra os rostos em sites e blogs por privacidade e segurança. "Minha família me mata se souber que faço isso. Imagina se descobre que sou gay e faço programas? Estou morto", diz o itatirense que costuma visitar o municipio de Itatira nas festas de julho.

"A prostituição no Brasil não é crime, desde que não seja praticado por menores de idade. Portanto não é ilegal um jovem maior de 18 anos fazer programas em troca de dinheiro. A lei brasileira, no entanto, não permite funcionamento de casas exclusivas para pratica de prostituição, os chamados cabarés. Por isso, estes jovens que fazem programa geralmente ficam nas ruas ou em sites ou blogs na internet", diz o advogado Helio Marques.

O programa Gay Vivo da ONG ABCD''S (Ação Brotar pela Cidadania e Diversidade Sexual) dá dicas de como se relacionar com os garotos de programa. "As pessoas precisam tomar cuidado. É preciso acertar tudo antes, inclusive o valor do programa, para depois não ter problemas. Alguns garotos de programa pedem deposito em dinheiro antes mas não aparecem", avisa Marcelo Gil, presidente da entidade.

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