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Foto: Divulgação
                            
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Sem dinheiro para comprar comida, família come ratos para sobreviver


Segunda-feira, 20 de julho de 2017    As 09:38

Na zona rural de Alagoa Grande, no estado da Paraíba, uma família de agricultores estava vivendo em condições bastante precárias. Devido a situação de extrema pobreza, o chefe da família chegou a tirar a própria vida por causa de uma dívida que não conseguia pagar no valor de R$150,00 conforme relato da viúva. A escassez de comida na mesa de muitos paraibanos está levando a família da cidade de Alagoa Grande (na região do Brejo, a 148 km de João Pessoa), à uma situação extrema: caçar roedores para complementar a alimentação.
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Na comunidade Barreiras, no Sítio Tambor, virou rotina crianças saírem quase todos os dias, sempre à tarde, para colocarem armadilhas para ‘rato de Junco’. A caça ao animal é artesanal e feita em uma lagoa que fica no centro da cidade. Uma das crianças revelou que há uma semana sua família se alimenta com rato, porque não dinheiro para comprar a “mistura” e nem outros alimentos.

“A gente vai um dia sim, outro não. A gente mete o pau no ninho e mata os ratos (sic)”, contou um menino de 10 anos. O registro da situação de extrema pobreza de uma família que é comandada por uma mulher de nove filhos foi feito pelo blogueiro Júlio Araújo. Ele flagrou um grupo de crianças saindo de um matagal com os animais já prontos para o consumo.

“Eu fui até a casa da família para fazer uma reportagem sobre um homem que tinha morrido na comunidade. Quando estava iniciando a matéria, vi as crianças saindo do mato com os animais e todos tratados. Perguntei para qual a finalidade dos animais e eles foram enfáticos: para comer. Fiquei chocado com a situação de pobreza da família”, relatou Queiroz, com um tom de emoção.

O imóvel onde a família mora ainda é feito de barro. A casa de poucos cômodos não possui rede de esgoto, a instalação elétrica é feita com gambiarras e não há higiene. Para matar a sede, os garotos pegam água de um açude próximo onde não há tratamento adequado para o consumo. “Podemos dizer que é uma pobreza muito grande, que não sei mensurar. Fiquei muito chocado e comovido. Eles bebem água barrenta que pegam em um açude. Daí, usei o jornalismo para tentar ajudar essa família e amenizar a dor dessas crianças”, disse o blogueiro.

O homem que foi encontrado morto, de acordo com o registro feito na delegacia local, era o chefe da família citada na reportagem e teria cometido o suicídio porque devia R$ 150 a um comerciante na compra de uma cesta básica para alimentação dos filhos. Como não tinha condição financeira para quitar o débito, resolveu tirar a própria vida. 

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