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Por que as estradas de Itatira com asfalto costumam ter buracos?


Terça-feira, 17 de abril de 2018   Atualização: 21:38

Foto: Divulgação

As estradas do município de Itatira costumam ter buracos trazendo transtornos aos motoristas e pedestres. Com isso, além da falta de acostamento, a péssima condição das estradas atrapalha a vida dos moradores. No período de chuvas, que se restringe ao primeiro semestre do ano, o acúmulo de água no asfalto agrava os buracos e desencadeia ainda mais transtornos.

Moradores fazem constantes reclamações e relatos de acidentes de trânsito provocados pelas crateras abertas nas estradas. “Já furei o pneu por causas desses buracos”, diz um morador do distrito de Lagoa do Mato.

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É comum serem anunciadas operações de recapeamento chamadas de “Tapa-Buraco”. Divulgadas como resposta imediata ao problema, estas operações poderiam ser mais eficazes se fossem substituídas por outras ações. Segundo especialistas, as ações de manutenção preventiva seriam mais eficazes e mais baratas do que as emergenciais de recuperação do asfalto. Na ótica da engenharia hidráulica e ambiental, tanto a ausência de um sistema de drenagem eficiente em Itatira potencializa rasgões na pavimentação das estradas do município.

Especialistas da área de engenharia de transportes afirmam já existir materiais mais resistentes às precipitações e que alegam que a falta de manutenção das próprias pavimentações, que não devem ser restauradas durante a quadra chuvosa, é o que tem desgastado a malha viária. “Esse investimento deve ser melhor direcionado e focar na solução de falhas. A maior delas, a drenagem.

Não adianta executar o melhor asfalto, a melhor estrutura, se a água em excesso não vai ser retirada do pavimento. Não tem solução que dure se não tiver um bom sistema de drenagem”, diz um especialista. “Não adianta também só fazer recapeamento. Se o problema for na estrutura das outras camadas, só trocar asfalto não vai solucionar”, diz.

“Existem ainda algumas formas de modificar a mistura asfáltica e torná-la mais resistente. Mas, mesmo modificando, usando metodologias adequadas, se não conseguir tirar a água que se acumula no pavimento, não vai resolver. A drenagem é um ponto-chave”, diz o especialista.

No geral, as estradas do municipio de Itatira com asfalto é basicamente uma laje de concreto ou uma camada de asfalto sobre cascalho, terra compacta ou outro substrato. O asfalto é freqüentemente usado para trechos longos e estrada no nível do solo. Esse material usa betume, ao invés do cimento do concreto, para juntar a areia e a brita. Ele também exige uma camada de selante para evitar a intrusão da água.

Os buracos, para serem formados, precisam que dois elementos ocorram simultaneamente: água e tráfego. A intrusão da água no asfalto, normalmente devido a uma vedação incorreta, inicialmente penetra no substrato logo abaixo, afrouxando o solo subjacente. “Combinado com a passagem quase constante de pneus de veículos na superfície – especialmente aquelas rodas gigantescas de caminhões de carga – o solo liquefeito logo começa a ser corroído. Sem essa base sólida de solo para suportar, a camada de asfalto perde muito da sua integridade estrutural conforme incontáveis veículos passam por cima dela”, diz o especialista.

“É possível perceber quando os buracos começam a se formar ao procurar algumas rachaduras que lembram um pouco as costas de crocodilos. Essas rachaduras vão crescer em costuras mais profundas, permitindo que pedaços individuais da pista se movam uns contra os outros como pequenas placas tectônicas – até que o pneu de um carro passe por cima e inicie a formação de um buraco maior”, diz o especialista.

Estradas federais são de responsabilidade do governo federal, enquanto estaduais são dos estados. As ruas do municipio ficam por conta das prefeituras. Algumas rodovias são mantidas pelo setor privado por meio de concessões – neste caso, cabe às empresas que fazem parte da concessionária cuidar da manutenção das pistas.

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