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Foto: Divulgação
                                                          
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PCC treina detentas para fabricar bombas a serem usadas em ataques no Ceará


Terça-feira, 24 de julho de 2018
  Atualização: 04:38

Uma investigação realizada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) comprovou que a maior facção criminosa em atuação no Brasil, o Primeiro Comando da Capital (PCC), montou uma nova estrutura para avançar agora nos presídios femininos brasileiros e até ensinar as detentas da facção a produzir bombas, artefatos a serem utilizados em atentados a autoridades, policiais e prédios públicos. 
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Além disso, por ordem do comando da facção, ao menos 100 assassinatos terioam sido praticados em 13 estados brasileiros, incluindo o Ceará. Conforme o MP-SP, o PCC montou uma espécie de “Setor de Recursos Humanos” para recadastrar seus integrantes em todo o país e avançou sobre as unidades penitenciárias que abrigam mulheres. O objetivo é torná-las aptas para também atacar o sistema Penal, autoridades policiais e prédios públicos sempre que a cúpula da organização determinar uma onda de ataques.

Em recente investigação, o órgão denunciou 70 homens e cinco mulheres por ataques criminosos nos 13 estados. Foi através de “grampos” telefônicos (escuta telefônica devidamente autorizada pela Justiça), que os promotores descobriram os novos “investimentos” do PCC no País. Cartas apreendidas em alguns presídios de São Paulo também foram fundamentais para que os investigadores descobrissem as ordens dos ataques e como eles deveriam ser praticados.

Segundo o MP-SP, tudo partiu de ordens de criminosos que fazem parte da cúpula do PCC e que atualmente estão cumprindo pena na Penitenciária de Presidente Venceslau, na Região Oeste de São Paulo.

A denúncia do MP foi resultante da “Operação Echelon” e formou um calhamaço de 569 páginas assinada pelo promotor de Justiça, Lincoln Gajika. Ela mostra que após Marcos William Herbas Camacho, o “Marcola”, ser internado em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), em dezembro de 2016, uma cúpula interina passou a mandar no dia a dia da facção, inclusive ordenando mortes de integrantes da própria organização criminosa por motivos diversos.

Foi o caso, por exemplo, no Ceará, onde dois bandidos considerados da cúpula da organização foram executados em 2018, numa emboscada cujo plano criminoso incluiu até a utilização de um helicóptero. A morte dos traficantes Rogério Jeremias de Simone, o “Gegê do Mangue”; e de Fabiano Alves de Sousa, o “Paca”, teria sido ordenada de dentro da penitenciária.

Os dois homens foram executados sumariamente na comunidade indígena Lagoa da Encantada, em Aquiraz, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). A dupla vinha tendo uma vida luxuosa no Ceará. Na semana passada, a Polícia capturou um bandido cearense suspeito de ter participado da trama que resultou na morte de “Gegê do Mangue” e de “Paca”. Trata-se de Valdimilson Ferreira Lima Júnior, o “Júnior Mombaça”.  
   
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