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Foto: Divulgação
                                                          
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Adolescentes e jovens de Itatira praticam abortos para não criarem filhos


Sexta-feira, 6 de abril de 2018   Atualização: 04:38

Jovens do municipio de Itatira, incluindo adolescentes, estão praticando abortos. Apesar de o aborto ser uma prática proibida no Brasil muitos adolescentes e jovens de Itatira fazem uso dessa prática, quando não podem ou não querem essa gestação, muitas vezes fazem isso com o apoio dos próprios pais que acham que não é a hora do filho assumir tal responsabilidade.
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"E pior, muitas vezes estas adolescentes utilizam métodos caseiros que uma amiga disse que dá certo, objetos pontiagudos para atravessarem o canal do útero, remédios sem indicação médica, pondo em risco muito maior a sua vida, do que se fosse feito por um profissional qualificado num local adequado para tal procedimento", diz o especialista.

A cada dia no Brasil e no mundo aumentam o número de jovens que tem a sua vida interrompida por uma gravidez não planejada. Um estudo recente comprovou que existe um grande número de mulheres adultas com dificuldade de engravidar enquanto meninas sem nenhum preparo engravidam. Só no Brasil são cerca de 700 mil meninas sendo mães todos os anos e desse total pelo menos 2% tem entre 10 e 14 anos, sendo que elas não têm nenhuma preparação psicológica e nem financeira para poder dar um bom futuro a essas crianças.

Em outubro de 2016, um bebê recém-nascido foi devorado por animais no município de Itatira horas depois do nascimento e após ter sido abandonado pela mãe em uma floresta do município. De acordo com informações, a mãe teria dito o parto escondido no matagal e sozinha. Após dar à luz ao bebê, ela abandonou o recém-nascido na mata.

O parto teria ocorrido em uma floresta vizinha a sua casa localizada em uma comunidade da zona rural conhecida na região como Fazenda Vitória, proximo a comunidade de Areias, na zona rural do municipio. Foram encontradas partes do corpo do bebê no local indicado pela mãe onde havia dito o parto. De acordo com informações, o bebê estava morto após ter sido devorado por animais. Foram encontrados apenas partes das genitálias e os braços do bebê. Provavelmente animais como cães e raposas teriam devorado o corpo da recém-nascida.

Os adolescentes de Itatira também estão iniciando a vida sexual cada vez mais cedo. Já não causa tanto espanto saber que meninas de 10, 11 ou 12 anos de idade ja tenham vida sexual ativa. Mesmo informadas, adolescentes de Itatira estão engravidando cada vez mais cedo. São meninas – e até meninos – que, de uma hora para a outra, deixaram para trás brincadeiras de infância, conversas com as amigas, festas e videogames para vivenciar transformações que nem sempre conseguem acompanhar.

O relato dos adolescentes mostra que a sexualidade precoce, o desconhecimento do próprio corpo – com a chegada da primeira menstruação – e a visão mágica de que nada lhes acontecerá são alguns dos responsáveis por esse tipo de gravidez. A maioria não usou nenhum método anticoncepcional. “Não gosto de tomar remédios, e meu namorado não gosta de camisinha”, conta uma adolescente de 15 anos que já é mãe. Só no Brasil os dados do governo demonstram que o número de adolescentes entre 10 e 19 anos que se tornam mães vem aumentando nos últimos quatro anos.

Só no ano de 2013, elas responderam por cerca de 31% do total de partos realizados nos hospitais que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Entre 2011 e 2012, o total de filhos gerados quando as mães tinham entre 15 e 19 anos quase dobrou: de 4.500 para 8.300, segundo dados do IBGE.

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