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Foto: Divulgação
                                                          
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Antigas fichas de telefone ajudam na distribuição de água em Itatira


Segunda-feira, 11 de maio de 2015   Atualização: 04:38

Uma solução simples está ajudando a amenizar a seca no sertão do município de Itatira, no Ceará. As antigas fichas de telefone organizam a distribuição da água na comunidade de Morro Branco, na zona rural do município de Itatira. A água, que vem do subsolo é salobra, tem uma concentração muito alta de sal. Por isso, para ser consumida, precisa passar por um processo de dessalinização em um aparelho com filtros.
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As fichas servem para controlar a quantidade de água que cada morador recebe. Uma forma de organizar o abastecimento e também de arrecadar dinheiro para o dessalinizador. Uma ficha dá direito a 20 litros: o equivalente a um balde. Mas nem sempre foi assim. “A gente deixava a critério da população, pegava a quantidade que queria, ninguém cobrava valor nenhum, mas como a falta d´água vem aumentando, o pessoal de mais localidades precisando dessa água, que é a única que tem nessa região. A gente resolveu cobrar os R$ 0,50, por causa da demanda d´água; não dava para todo mundo pegar três baldes, cinco baldes como eles pegavam”, conta agente de endemias Antônio Matheus.

As fichas fazem parte do dia a dia dos moradores na área rural. Cada uma custa só R$ 0,50, mas para essas pessoas, elas valem muito mais. Elas dão acesso à água. “Tudo depende da fichinha. A gente passou a depender muito da água devido às dificuldades das poucas chuvas, então é muito importante essa água na comunidade", conta Maria Elinete dos Santos.

O dinheiro arrecadado cobre os custos com a manutenção do equipamento que é mantido pela própria comunidade. “A gente compra um óleo que coloca e tem as outras coisas: filtro, que a gente compra. E é tudo para isso”, afirma a responsável pelo dessalinizador, Maria Lúcia de Barbosa.

Dona Maria usa essa água diariamente para beber e cozinhar. “Só é uma ficha porque é pouca gente lá em casa. Dá para pagar”, diz a agricultora Maria Mariano Matheus. Na comunidade foi implantado o programa Água Doce, onde um sistema de dessalinização é abastecido por um poço artesiano e tenta resolver o problema de abastecimento humano. Cada litro de água rende meio litro de água potável.
   
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A agricultora Maria Lúcia Sousa Barbosa, é quem comanda o sistema e conta que é o suficiente para abastecer a comunidade de Linda 02 e mais oito locais da região todos os dias. Para isso, basta adquirir uma ficha (antiga de sinuca), por R$ 0,50, para ter direito a 20 litros do produto, na hora que precisar. Da água que sobra do processo de dessalinização, nenhuma gota se perde.

Ela vai para tanques, onde os agricultores aproveitam para outros afazeres, como saciar a sede dos animais. No sertão do municipio de Itatira, local de água escassa e salobra, com solo formado por rochas de cristalino, cuja rigidez muitas vezes impede a perfuração de poços para retirada do mineral e favorece a desertificação do solo, a nova fórmula agradou.

Devido à escassez que se faz sentir de água potável tentou-se transformar a água salgada em água para consumo humano, removendo-lhe os sais que estão em excesso relativamente à água potável e adicionando-lhe os que estão em falta – a este processo chama-se dessalinização da água salgada. Jucineudo de Oliveira Sousa é um desses agricultores que mudou de vida e acabou com o sofrimento de procurar água para beber.

Ele mostra com orgulho o precioso líquido que consome depois da implantação do aparelho, que produz dois mil litros de água por dia, o que vale 60 mil litros por mês Atualmente duas mil famílias recebem o benefício de 10 dessalinzadores funcionando e aguardam a chegada de mais nove.










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