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Foto: Divulgação
                                                          
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Casal de Itatira cria parque de diversão feito com material reciclado


Terça-feira, 15 de novembro de 2016   Atualização: 04:38

No meio do sertão do municipio de Itatira, no Ceará, um casal resolveu proporcionar aos moradores uma aventura em um local cheio de animais, arvores e repleto de diversão. A agricultora Maria das Graças Sales construiu um parque de diversão inteiro com materiais reciclados. Com ajuda do marido, Luiz Sousa Sales, passou a construir o parque no sitio do casal em Contentas, na zona rural do município de Itatira.
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Era ideia do projeto provocar uma reflexão sobre a necessidade de preservar o meio ambiente e utilizar materiais renováveis nesta que é uma das regiões mais castigadas pela seca no Estado. A entrada é franca. Distante 5km da sede do município, as margens da CE-341, a construção do parque começou há 15 anos durante o trabalho de dona Maria como agente de saúde, visitando domicílios.

Na época, Maria das Graças se deparou com garrafas, pneus, correntes de moto, pedaços de madeira, arames, tintas, canos, pregos e parafusos que iriam para o lixo. Por meio da imaginação, os materiais, que seriam jogados fora, transformaram-se em escorregadores, balanços, cavalinhos, labirintos, casas de arvores, barraca de cachorro-quente e dezenas de brinquedos.

O escorregador foi fabricado com pedaços de madeira. Para chegar ao local é preciso percorrer 400 metros em estrada carroçável. Mas o percurso não é monótono. No caminho, os frequentadores surpreendem-se com dezenas de algarobas (arvore que resiste a falta de chuva). Nos mais de 35 hectares de terras da propriedade do casal, existem cajueiros, mangueiras, seriguela, acerola, banana e plantações de milho.

O sitio conta ainda com pavões, gansos, cavalos, patos, peixes, vacas e ovelhas que servem como cartões de boas-vindas. “Tudo aqui foi pensado para propiciar um momento de reflexão, paz e felicidade para os moradores. Pretendemos levar esse projeto adiante”, diz Maria da Graças.

Na entrada do parque, o casal plantou 95 arvores, do tipo nim, para sombrear um estacionamento. Elas estão organizadas de maneira a dar sombra para os carros. São 30 atrações que ocupam espaço no meio de arvores, jardins e de um gigantesco pé de juazeiro com mais de 17 anos localizado no centro do parque.

Uma planta do tipo trepadeira ajuda a formar o teto de uma casinha de madeira. Ao lado da churrasqueira, existe ainda uma área de alimentação com cadeiras e mesas de madeira. Além da riqueza de detalhes das atrações e a bela paisagem da região, o que mais impressiona é a grande quantidade de materiais reciclados.

O casal fez um tunel ligando um escorregador a uma casa de arvore, confeccionado, com 648 garrafas plásticas. “Isso, para mim, é uma terapia. Durante a minha infância, eu nunca cheguei a me divertir em um parque de diversão, e ver a alegria das pessoas por meio desse projeto, me motivei a continuar fabricando felicidade”, diz Maria das Graças. Luiz lembra que a ideia começou pequena e, hoje, tornou-se algo grandioso.

O primeiro atrativo dos frequentadores foi um balanço elaborado com um pneu de trator, e depois uma piscina com o mesmo tipo de material. “Os brinquedos são feitos todos com muita segurança. Nas visitas, pedimos a presença dos pais para evitar que alguém se machuque”, frisa. Ele acrescenta que no açude ao lado do parque existem patos e gansos que servem também de atrações aos visitantes. No entanto, o banho no açude não é permitido.

Para fazer um brinquedo, o casal gasta em torno de cinco meses e usa centenas de garrafas em uma única obra do parque. “Demoro para terminar um brinquedo porque o difícil é conseguir quantidade suficiente de materiais. Faço um de cada vez e isso deixa o trabalho com maior qualidade”, explica. Luiz Sousa afirma que quando viajou para São Paulo encontrou alguns cavalos feitos de madeira. Imediatamente, tirou fotos e, quando retornou ao Ceará, fez os cavalinhos para o parque.

Ele também pesquisou na internet modelos de brinquedos, mas revela que tem uma infinidade de ideias que pretende colocar em pratica. Embora tenha se aposentado do funcionalismo publico, Maria das Graças e o esposo continuam construindo o parque de diversão. Na residência do casal, no distrito de Lagoa do Mato, a 12 quilômetros da fazenda, existem armazenadas em sacos cerca de 100 garrafas que ambos conseguiram com ajuda de vizinhos e amigos de vários bairros.

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