.




Foto: Divulgação
                                                          
.
.

Desenhos misteriosos em Itatira feitos em pedras atraem turistas e estudiosos


Segunda-feira, 9 de janeiro de 2017   Atualização: 04:38

Muito antes dos colonizadores europeus povoarem a Serra do Machado o homem pré-histórico tratou de registrar sua passagem nesta região através das pinturas rupestres. Essas pinturas são encontradas na parte oeste da Serra do Machado, distante pouco mais de 5 km da sede do municipio de Itatira. São várias pinturas zoomórficas e grafismos puros dispostos aleatoriamente na parte frontal de uma rocha. Elas ficam bem próximas a um olho d’água, isso sugere que esse local tenha sido utilizado como habitação dos povos nativos, mesmo que temporária, ou talvez lugar de culto perto da aldeia do grupo.
.
. .
. .
. .

Historicamente as machadinhas de pedra polida não estão relacionadas a nenhum povo em especial, elas aparecem praticamente em todo o mundo com formas e feições variadas. A confecção desse instrumento está ligada ao Paleolítico, período da Pré-história.

Mas há referências historiográficas de que quando os colonizadores europeus chegaram ao Brasil, no século XVI encontraram tribos indígenas se utilizando de tais machadinhas de pedra. Elas tinham formas e tamanhos variados, além de serem usadas para diversos fins. Algumas machadinhas eram chamadas de batedores, usados para quebrar coquinhos, sementes e ossos para o aproveitamento do tutano. Outras eram usadas em combates ou na derrubada de árvores.

Com isso as pinturas pré-historicas de Itatira estão atraindo turistas ao municipio do Ceará. O pesquisador Vandeir Torres explica como surgiram as pinturas pré-historicas que existem no município de Itatira é resultados dos povos antigos. Vandeir Torres é autor de um estudo sobre o surgimento das pinturas com características rupestres em diversas regiões do município de Itatira.

Vandeir ressalta que muito antes dos colonizadores europeus povoarem a Serra do Machado o homem pré-histórico tratou de registrar sua passagem nesta região através das pinturas rupestres. “Essas pinturas são encontradas na parte oeste da Serra do Machado. São várias pinturas zoomórficas e grafismos puros dispostos aleatoriamente na parte frontal de uma rocha. Elas ficam bem próximas a um olho d’água, isso sugere que esse local tenha sido utilizado como habitação dos povos nativos, mesmo que temporária, ou talvez lugar de culto perto da aldeia do grupo”, diz Vandeir.

Portanto a ligação dos itatirenses com os povos nativos já vem desde a pré- história. Os índios Kanindé e Jenipapo foram os primeiros habitantes da Serra do Machado. Segundo esses relatos colhidos no estudo de Vandeir Torres o Serrote Jacu, situado no interior desta serra era morada desses grupos indígenas. “As louças com características indígenas como potes, telhas, jarras e os fusos de barro encontrados por populares no quintal de casa, nas roças ou mesmo próximo das estradas derrubam por terra toda e qualquer dúvida da presença de índios por essa região”, diz Vandeir Torres.

O pesquisador explica que uma parte do território do município de Itatira fica em cima da Serra do Machado, que antes era conhecida pelos indígenas como Serra da Samambaia, e a outra parte situa-se na depressão sertaneja. “Nesta serra nascem três importantes bacias hidrográficas do Ceará, que são as bacias do Banabuiu, Curu e Acaraú”, diz Vandeir. Seguindo os caminhos desses rios populações nativas e colonizadores portugueses povoaram a região que hoje encontra-se o municipio de Itatira.

“Quando os colonizadores portugueses chegaram por esta região a Serra ganhou novos nomes. A parte que foi desbravada pelo coronel Jerônimo Machado Freire passou a ser chamada de Serra do Machado, e o lado que foi explorado por Antônio Ferreira Braga ficou conhecida com Serra do Braga. Com o passar do tempo a denominação Serra do Machado se sobrepôs as demais e hoje toda essa serra é conhecida por esse nome”, diz Vandeir.

Após o coronel Jerônimo Machado Freire ter desbravado as serranias e ter iniciado o conflito indígena-colonizador, outros bandeirantes se aventuraram por ela e estabeleceram vários sítios. O primeiro deles foi o Sítio São Gonçalo de Antônio José de Sousa, depois o Sítio São Pedro fundado por Inácio Alves Guerra, o filho deste, Antônio Alves Guerra fundou o Sítio Belém onde foi construída a capela no ano de 1870 em homenagem a Menino Deus.
 
.




Também são desse mesmo período os Sítios Jacu de Antônio de Paula Tavares e Olho D`água do coronel Antônio José Veloso. “Até meados do século XX, o povoado que deu origem a sede do município de Itatira, era chamado de Belém do Machado. Com o decreto lei de número 1 114 de 30 de dezembro de 1943 este nome foi substituído por Itatira”, diz Vandeir.

Segundo publicações oficiais Ita significa pedra ou terra e tira espigões ou alta, a redundância mais próxima da realidade geográfica desse município é que este topônimo venha significar terra alta, fazendo referência à região serrana. “Por muito tempo a região que hoje compreende a Serra do Machado pertenceu ao território do município de Canindé. Por outro lado a Região onde hoje fica os Distritos de Cachoeira, Bandeira, Morro Branco e Lagoa do Mato ficavam dentro do território de Quixeramobim. Por vezes essas duas partes juntas passaram, por lei, a fazer parte só de Quixeramobim, em outro momento só de Canindé”, explica Vandeir.

Com o crescimento de Belém do Machado e de Lagoa do Mato a região começa a ganhar importância econômica e política. Pessoas influentes no mundo politico desses dois povoados começaram a buscar a emancipação política desta região. Com o apoio de alguns políticos de Quixeramobim e a contra gosto de outros políticos quixeramobienses conseguiram tornar Itatira um município no dia 22 de novembro de 1951.

“Desta forma, formada pelo tripé europeu, índio, africano a população de Itatira e a de muitos municípios brasileiros traz a marca da miscigenação”, destaca Vandeir. “Esta por sua vez, se formou no conflito étnico-racial onde uma raça dita superior “branca” impôs sua religião, suas leis, regras, filosofia de vida e dominou nativos e negros africanos sob égide da escravidão”, diz Vandeir.

Historicamente as machadinhas de pedra polida não estão relacionadas a nenhum povo em especial, elas aparecem praticamente em todo o mundo com formas e feições variadas. A confecção desse instrumento está ligada ao Paleolítico, período da Pré-história. Mas Vandeir explica que há referências historiográficas de que quando os colonizadores europeus chegaram ao Brasil, no século XVI encontraram tribos indígenas se utilizando de tais machadinhas de pedra. “Elas tinham formas e tamanhos variados, além de serem usadas para diversos fins. Algumas machadinhas eram chamadas de batedores, usados para quebrar coquinhos, sementes e ossos para o aproveitamento do tutano. Outras eram usadas em combates ou na derrubada de árvores”, diz Vandeir.

Em muitas residências em cima da Serra do Machado e nos distritos de Itatira há pessoas que guardam pedaços de pedra polida nas estantes de suas casas ou utilizam como peso para papel. “Poucos sabem do significado histórico desse pedaço de rocha. Alguns chamam de corisco á essas machadinhas. Essa foi uma história que se criou para explicar a origem dessas pedras polidas. Dizia a lenda que o corisco se formava quando um raio atingia o chão, e que quem encontrasse tal pedra teria um atraso na vida motivo pelo qual as pessoas que encontravam essas pedras atiravam-na o mais longe que pudesse. Já as pessoas que não tiveram conhecimento dessa lenda levavam para suas casas e guardavam com maior cuidado”, diz Vandeir.




Compartilhar no Facebook
......
.

.
.
.


Recomendado para você

.




.






.






.






.






.






.






.






.






.






.






.






.






.







.






.






.
 EM ALTA  ENTRETENIMENTO & ARTES  FINANÇAS
 BRASIL  ESPORTE  GENTE & ESTILO
 GAY  IMAGENS  INTERNACIONAL
 POLITICA  RADIO  SAÚDE
 TECH & CIÊNCIA  TEMPO & NATUREZA  TURISMO
 TV  URBANO & SOCIEDADE  VIDEOS
.

Sobre

Termos de Uso

Mobile

Ajuda

Privacidade e Cookies

Direitos Autorais

Contate-nos

Anuncie seu negócio

.

.                                                    © Todos os direitos reservados.