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Foto: Divulgação
                                                          
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Homem dado como morto e enterrado em Itatira aparece vivo no municipio


Quinta-feira, 3 de março de 2011   Atualização: 04:38

O corpo de um homem encontrado morto numa rodovia foi confundido com um morador do municipio de Itatira e sepultado na localidade pelos próprios familiares. De acordo com habitantes da localidade de Bandeira Novo, na zona rural do municipio de Itatira, o senhor Luiz Silvestre de Sousa, de 73 anos, desapareceu da localidade e depois parentes reconheceram um corpo como sendo do morador.
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De acordo com os familiares de Luiz Silvestre de Sousa, em janeiro de 2001 ocorreu um atropelamento na BR-020, nas proximidades do municipio de Caucaia. Os familiares afirmam que um caminhão que seguia para Fortaleza com destino a comunidade de Catuana atropelou e matou um senhor. No corpo não foram encontrados documentos ao ser levado para o IML. No entanto, pessoas próximas ao acidente afirmaram que se tratava de um senhor chamado de Luiz Silvestre de Sousa e conhecido como "Quentura". "Ele tinha, pelos relatos dessas pessoas, o mesmo nome que meu irmão e tinha também o mesmo apelido do meu irmão. Por isso acreditei que fosse ele", dizem os familiares.

De acordo com os parentes de Luiz Silvestre de Sousa foi a própria irmã quem reconheceu o corpo no Instituto Médico Legal e afirmou se tratar do irmão desaparecido. Ela autorizou a liberação do corpo para sepultamento. O engano fez com que o corpo fosse liberado do IML em Fortaleza e trazido ao municipio de Itatira para sepultamento. "Foi o erro no reconhecimento provocou o velório e o sepultamento do corpo no municipio de Itatira", diz a dona de casa Maria das Graças. Luiz Silvestre de Sousa explica os motivos que os levaram a sair de casa. Ele afirma que passou muito tempo longe da familia. "Como o meu apelido era igual ao da vítima minha irmã não teve dúvidas que era realmente eu e levou o corpo para ser sepultado no cemitério de Bandeira Novo", diz Luiz Silvestre de Sousa.

"Passei muito tempo longe de casa e sem dar notícias e quando encontraram esse corpo todos da minha familia pensaram que era eu que havia sido atropelado", diz. Somente depois de dois anos após o sepultamento, foi que o senhor Luiz Silvestre de Sousa decidiu dar notícias a familia e retornou a comunidade de Bandeira Novo. O senhor decidiu aproveitar os momentos festivos em homenagem ao padroeiro da comunidade para retornar e rever os familiares. Foi ai que todos se assustaram.

A senhora Jesus da Silva Maciel lembra que viajava em um caminhão pau-de-arara para o municipio de Canindé quando percebeu um senhor pedindo carona no meio da estrada. "Eu tive muito medo quando percebi que era o seu Luiz. O mesmo que tinhamos enterrado. Muitas pessoas que estavam no caminhão desceram do carro com medo. Foi muito tumulto", diz a senhora Jesus da Silva Maciel. A irmã de seu Luiz Silvestre afirma que o senhor após chegar a comunidade foi até a sua casa. "Foi muito tumulto", diz.

A senhora Maria Mirtes de Sousa, que trabalha na igreja da comunidade, afirma que ficou surpresa ao ver que o seu Luiz Silvestre de Sousa estava vivo. "Eu não esqueço aquele dia. Foi muito complicado para nós conseguirmos assimilar aquilo de primeiro momento, pois todos nós da comunidade acreditávamos que ele havia morrido. Afinal tinhamos feito o enterro".

"Já fazia dois anos que tinhamos ele como morto e, de repente, ele aparece na comunidade vivo", diz a senhora Maria Mirtes de Sousa. "Não acreditamos inicialmente quando ele apareceu vivo", diz. Ela afirma que um rapaz da comunidade, conhecido como Josué, chegou na igreja trazendo o seu Luiz Silvestre de Sousa e a aparição causou tumulto. "A genta tava preparando uma apresentação na igreja que estava iluminada apenas por velas, quando o Josué apareceu trazendo o seu Luiz e ficamos todos muito supresos. Foi muito tumulto", diz a senhora Maria Mirtes de Sousa.

O senhor Luiz Silvestre de Sousa passou a ganhar apelidos na região como "já morreu" e "morto vivo". No entanto, o engano no reconhecimento do corpo, sua liberação para o municipio e o sepultamento foram parar na justiça. "Temos um corpo que está enterrado no municipio de Itatira e que ninguém sabe quem é", diz um morador da comunidade de Bandeira Novo. "Tudo começou por conta desse atropelamento. Quando um homem foi vítima de atropelamento na BR-020. O corpo foi reconhecido por familiares como sendo de um senhor do municipio de Itatira. Mas se não é esse senhor, quem está enterrado no cemiterio do Bandeira?", diz.

Segundo familiares, Silvestre passava vários dias fora de casa. O cadáver então, foi levado ao municipio de Itatira para velório, onde foi velado e depois sepultado no municipio. Somente dois anos depois, quando o seu Luiz Silvestre Sousa retornou para o municipio foi que teria desfeito o engano. Os familiares perceberam o suposto morto, vivo no municipio. "O corpo foi velado e sepultado por engano", diz. De acordo com os familiares ninguém compareceu para tentar identificar o corpo no IML e por isso os familiares acreditavam que se tratava de Luiz Silvestre Sousa.

O cadáver também aparentava ser do senhor Luiz Silvestre Sousa. A justiça agora se viu obrigada a cancelar a certidão de obito e, em prática, tornar como vivo uma pessoa que havia sido como morta há dois anos atrás. A tarefa ficou a cargo da juiza Miriam porto. A certidão de sentença assinada pela juiza Miriam Porto Mota Randal, juíza de Direito da 2ª Vara da Comarca de Caucaia no Ceará, nos autos do processo nº 2739/01, dia 24 de março de 2003, - a qual transitou em julgado - fica anulado o registro de óbito do livro C-137, as folhas 60, sob o número de ordem 151.726, referente a Luiz Silvestre de Sousa.

Agora resta saber apenas quem estar enterrado no cemiterio de Bandeira. Quanto ao corpo que ainda esta sepultado em Bandeira Novo,
como o corpo, depois de ter sido sepultado em Itatira, não foi reconhecido ou reclamado por nenhum parente ele foi atualizado como indigente no cemiterio local. Com isso, o corpo do homem encontrado na BR-020, em Caucaia, não pode mais retornar ao IML e aguarda o novo reconhecimento. Uma parente do seu Luis Silvestre resume o que sente. "De certa forma é muito bom sabermos que ele estar vivo. Imagine você chorar a dor de uma pessoa que você ama, ver ela morta, enterrar ela e depois saber que ela estar viva. Isso é muito gratificante", diz um parente.
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