Mato Grosso do Sul CONFESSOU CRIME

Mãe mata próprio filho estrangulado porque ele passava a noite jogando free fire

Naquele momento ela perdeu o controle da situação e resolveu de fato estrangular ele

28/06/2020 12h03 Atualizada há 1 mês
Por: Itatira NEWS

A mãe de Rafael Mateus Winques, de 11 anos, encontrado morto no município de Planalto, no Rio Grande do Sul, Alexandra Dougokenski apresentou uma nova versão dos acontecimentos e admitiu ter estrangulado o filho, segundo a Polícia Civil. Alexandra prestou novo depoimento, na tarde deste sábado (27) em Porto Alegre. O objetivo era confrontar a versão apresentada durante a reconstituição do crime, ocorrida no dia 18 de junho. "Ela resolveu trazer uma confissão real do que de fato ocorreu e também nos esclareceu a motivação, que pra nós já era extremamente clara", diz o delegado Eibert Moreira Neto. A Polícia apresentou em coletiva de imprensa na noite deste sábado a versão apresentada por Alexandra.

"Após já ter repreendido ele pelo fato de estar passando diversas noites em claro mexendo no celular, fato que já vinha incomodando, ela resolveu ministrar o remédio para que ele dormisse. Ela foi pra cama e por volta das 2h acordou e viu que ele ainda estava acordado mesmo após ter tomado o medicamento. Naquele momento ela perdeu o controle da situação e resolveu de fato estrangular ele", conta o delegado. Ainda de acordo com Eibert, Alexandra colocou a corda para estrangular o filho ainda na cama, com ele vivo. "Ele se debateu, caiu e machucou a costela. Ele tem uma lesão, comprovada na necropsia. Ela não conseguiu acompanhar a cena. Saiu do quarto e deixou ele asfixiando. Ela voltou e viu que ele havia desfalecido. Ela foi no quarto, pegou a sacola porque não conseguia ver o rosto dele, e cobriu o rosto", diz.

Segundo o depoimento deste sábado, a suspeita não teria arrastado Rafael com a corda para o pátio da casa vizinha, como havia inicialmente afirmado. "Ela pegou ele no colo e foi levando para a casa do vizinho porque sabia que ali havia uma caixa", diz o delegado. De acordo com Eibert, ficou muito claro para a polícia, durante as investigações, que Alexandra é uma pessoa "extremamente perfeccionista e metódica". O irmão de 17 anos de Rafael, que estava na casa na noite do crime estaria acordado, mas com fones de ouvido, e não ouviu a movimentação. "Não houve uma participação dele", diz Eibert. Perguntada sobre o que teria a dizer para a comunidade de Planalto e o outro filho, o adolescente de 17 anos, ela diz: "Que eu estou muito arrependida do que eu fiz, e que se eu pudesse voltar atrás eu faria tudo diferente. Porque isso é uma situação que eu não queria pra ninguém".Durante a coletiva, a polícia informou que gravou o depoimento de Alexandra. Segundo a Polícia Civil, o inquérito policial será finalizado nos próximos dias e Alexandra deve ser indiciada por homicídio doloso, quando há intenção de matar. Ela teve a prisão temporária prorrogada por mais 30 dias na última segunda (22).