Crime INVESTIGAÇÃO

Pessoas são presas por suspeita de vender água mineral adulteradas no Ceará

A água era retirada de uma cisterna. A pena para quem comete esse crime é reclusão, de quatro a oito anos, além de multa.

16/08/2020 16h30 Atualizada há 1 mês
Por: Itatira NEWS

Investigação da Delegacia Regional de Iguatu prendeu três homens em flagrante na última quinta-feira (13). O trio é acusado de operar um esquema clandestino de adulteração de garrafões de água mineral. A ação teve apoio da Delegacia Municipal de Acopiara, segundo informações da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS). A pena para quem comete esse crime é reclusão, de quatro a oito anos, além de multa. Com o grupo foram apreendidos 292 lacres selados, 90 garrafões e o caminhão utilizado para o comércio das águas. A investigação começou na terça-feira (11), segundo o delegado Ariel Alves. O dono de uma empresa de venda de água, que funciona entre Iguatu e Quixelô, denunciou que um empregado estaria furtando lacres.

O delegado Ariel Alves intimou o funcionário, que repassou as informações sobre o esquema. O delegado regional de Polícia Civil de Iguatu, Marcos Sandro, se antecipou e mandou a equipe da DP para Acopiara, onde ocorreu a prisão. "Quando o acusado resolveu contar a verdade, descobrimos que esses lacres eram repassados para um pessoal de Acopiara. Tivemos que agir rápido, para eles não fugirem com o material", conta o delegado Ariel Alves. Com a informação do destino dado ao material, os policiais chegaram até os suspeitos, abordados em um caminhão que realizava a entrega dos garrafões com água. No interior do veículo estavam selos fiscais intactos, que seriam utilizados nos recipientes.

A dupla disse que a água era retirada de uma cisterna situada na mesma cidade. Sem higiene No local onde os vasilhames eram preparados, os investigadores chegaram até o terceiro envolvido, pai de um dos detidos. Segundo a SSPDS, o ponto de apoio para o esquema criminoso era uma casa de taipa sem qualquer condição sanitária. Os três foram encaminhados à Delegacia Regional de Iguatu. “O inquérito policial por fabricar, vender, ter em depósito para venda, substância alimentícia ou o produto falsificado, corrompido ou adulterado, foi lavrado”, destacou a SSPDS. As investigações sobre o fato seguem em andamento. O trio também vai responder por receptação, em razão de terem recebido os selos furtados.