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Musicas de funk com letras de sexo fazem sucesso entre crianças e adolescentes

As musicas fazem sucesso entre crianças, adolescentes e jovens.

12/01/2020 16h51 Atualizada há 1 semana
Por: Itatira NEWS

Musicas de funk que falam sobre sexo estão fazendo sucesso entre jovens, adolescentes e até crianças. As musicas têm referências a sexo e conteúdo de teor sexual, além de letras com apelo a pratica do sexo. As musicas tocam em celulares, caixinhas de som e festas pelo municipio. Esse tipo de balada, que reúne desde jovens a crianças, entrou para a lista de ritmos que fazem sucesso e tocam em baladas, clubes de festas e paredões de som. As baladas ocorrem em clubes de festas e, sobretudo, em espaços improvisados. É frequente as ruas viram pistas de dança, com os carros com porta-malas abertos tocando músicas recheadas de letras com sexo e sensualidade. No Rio de Janeiro acontecem cerca de 220 festas funk por semana. O negócio chegou a esse tamanho depois de vinte anos de existência. O circuito paulistano, no entanto, já tem 75% do tamanho do carioca em pouco mais de um ano.

O funk carioca tem uma influência direta do miami bass, que vem de Miami, nos Estados Unidos e trazia músicas mais erotizadas e batidas mais rápidas. O termo "baile funk" é usado para se referir a festas em que se toca o funk carioca. Apesar do nome, o funk carioca surgiu e é tocado em todo o Brasil e não somente na cidade do Rio de Janeiro. O funk traz algumas letras eróticas e de duplo sentido, o que grada os adolescentes, jovens e até crianças. O funk carioca, basicamente ligado ao público jovem, tornou-se um dos maiores fenômenos de massa do Brasil. O funk conseguiu mascarar seu ritmo, mostrando-se mais parecido com o rap americano e integrando-se mais às demais classes sociais. Sua batida repetitiva, denominada "pancadão" ou "tamborzão", começou a atrair publico de classes sociais altas. Isso contribuiu para que mais pessoas se tornassem seus adeptos, fazendo com que o estilo chegasse a movimentar cerca de 10 milhões de reais por mês no estado do Rio de Janeiro.

O funk ganhou espaço fora do Rio de Janeiro e ganhou reconhecimento internacional quando foi eleito umas das grandes sensações do verão europeu de 2005. Já o funk ostentação é um estilo musical brasileiro, criado no ano de 2008, na cidade de São Paulo. Considerado como uma vertente do funk carioca, o gênero desenvolveu-se primeiramente na Região Metropolitana de São Paulo e na Baixada Santista, antes de alcançar proporções nacionais a partir de 2011. Os temas centrais abordados nas músicas referem-se ao consumo e a propriamente dita ostentação, onde grande parte dos representantes procura cantar sobre carros, motocicletas, bebidas e outros objetos de valor, além de fazerem frequentemente referência ao sexo e ao modo de como alcançaram um maior poderio de bens materiais, exaltando a ambição de sair da pobreza e conquistar os objetivos.

Em 2009, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro promulgou uma lei que declarava o funk como patrimônio cultural imaterial do estado. Como justificativa, dizia que o funk “está diretamente relacionado aos estilos de vida e experiências da juventude de periferias e favelas”. O funk feito em São Paulo conseguiu projeção nacional no início dos 2010 com o funk ostentação, com letras aspiracionais, que faziam alusão a marcas de roupas ou carros. Seu maior astro foi o MC Guimê, com hits como “Plaquê de 100”.