POSTO IPIRANGA SUPER BANNER
MAIS SAUDE ODONTO EM LAGOA DO MATO, EM ITATIRA
Baratão das Frutas
UNOPAR CANINDÉ
TECNOLOGIA

Pais de Itatira estão preocupados com o jogo Free Fire entre filhos

Um pai de Itatira afirma que seu filho costuma passar até seis horas por dia jogando Free Fire

28/05/2019 09h39Atualizado há 3 semanas
Por: Itatira NEWS

Febre entre crianças e adolescente, e recorde de downloads no mundo inteiro, games virtuais como Free Fire se tornaram-se a atração favorita também no municipio de Itatira. Caracterizados pela interação entre os jogadores e por cenas violentas que culminam com a morte dos participantes, um a um, o Free Fire tem acendido um alerta para os pais de Itatira sobre os riscos que oferecem à saúde mental dos filhos.

Segundo especialistas, podem estimular comportamentos reativos, aumentar a agressividade e levar ao vício em videogames – problema classificado como doença. “Não trazem benefício algum ao desenvolvimento cerebral e ainda aumentam as chances de promover a violência”, enfatiza uma psicologa.

Um pai de Itatira afirma que seu filho costuma passar até seis horas por dia jogando Free Fire. “Costuma jogar à noite, nos feriados e fins de semana, mas, obviamente, nas férias o tempo aumenta. O que mais atrai ele é a forma como o jogo simula a vida real”, diz o pai.

O filho, que tem nove anos de idade, conta que gosta do estilo do jogo porque o fato de sair matando pessoas gera interesse e vontade de vencer. “Acho que matar e ganhar um combate contra alguém é bom porque dar mais vontade de vencer”, comenta.

Segundo uma psicologa, os jogos fazem sucesso porque possuem adrenalina. “O que eles buscam é adrenalina e isso se dá por meio da violência. Não vamos satanizar os jogos e dizer que as crianças vão sair matando todo mundo. Mas isso opera na representação do imaginário, banaliza a violência. A distinção entre real e virtual depende da frequência e da quantidade de estímulo que o cérebro sofre. Os pais precisam estar envolvidos com os filhos”, destaca a psicologa.

Usada muitas vezes em tom de brincadeira, a palavra “vício” deixou de ser uma mera força de expressão quando se refere a videogames. Classificado pela OMS como uma condição de saúde mental, a definição foi incluída no manual de patologias que serve de parâmetro para o trabalho de médicos do mundo todo. Definido como Gaming Disorder (transtorno do jogo, na tradução para o português), o problema foi incluído na 11ª Classificação Internacional de Doenças (CID).

A decisão estava sendo estudada em comitês do órgão há quatro anos. Como não existem exames laboratoriais nem de imagem capazes de detectar o problema de saúde, acometa ele crianças, adolescentes ou adultos, o diagnóstico recomendado pela Organização Mundial da Saúde é essencialmente clínico e observacional.

Dentre os principais sinais sugeridos pela organização mundial está jogar de forma persistente, recorrente e com padrão de intensidade de tempo. A atividade deve, ainda, interferir negativamente em outras atividades diárias, tais como ir à escola, dormir, estudar ou socializar-se com família e amigos. A recomendação é para que os “sintomas” sejam observados por um período mínimo de 12 meses, caso estejam comprometendo relacionamentos pessoais, sociais, familiares, educacionais ou ocupacionais.

Estima-se que no mundo todo, 9% dos usuários de videogame tenham desenvolvido a doença. Meninos com personalidade mais agressiva e que, habitualmente, demonstram mais interesse em jogos violentos, com armas e conflitos entre os oponentes, são mais suscetíveis a desenvolver o problema de saúde.

“O vício está muito ligado à personalidade da criança, à disponibilidade que apresenta para ser impulsiva. Diante disso, é importante que a família fique atenta sobre o porquê de a criança estar se interessando tanto por essa modalidade de game”, explica a psicologa.

Além de problemas comportamentais, o acesso excessivo a jogos virtuais, sejam eles violentos ou não, pode causar distúrbios de sono, afetar o hormônio do crescimento, o rendimento escolar e até a alimentação. Para eliminar os rivais, os jogadores têm à disposição armas como espingardas, carabinas, metralhadoras, escopetas, pistolas, granadas e até coquetel molotov. Também é possível escolher em um menu roupas, óculos, fantasias e estilo de cabelo para incrementar. 

MAIS SAÚDE ODONTO
POSTO IPIRANGA
ANUNCIO MAIS SAÚDE ODONTO
MAIS SAÚDE ODONTO EM ITATIRA
Últimas notícias
POSTO IPIRANGA ANUNCIO
Mais lidas
MAIS SAUDE ODONTO ANUNCIOS