Crime contra crianças SUSTO

Criança se levanta do caixão no próprio velório e pede água a familiares

Pai correu com o menino para uma unidade de saúde próxima

08/05/2020 21h26 Atualizada há 2 semanas
Por: Itatira NEWS

Uma situação absolutamente inusitada assustou e revoltou os parentes de um menino de dois anos que foi declarado morto num hospital e estava a ser velado na periferia de Belém, capital do estado brasileiro do Pará. De acordo com várias testemunhas que estavam no velório, o menino supostamente morto, Kelvin Santos, a certa altura sentou-se no pequeno caixão e pediu que lhe dessem água, voltando em seguida a deitar-se. Houve, naturalmente, um susto tremendo em todos os presentes, que inicialmente ficaram petrificados ao ver o menino a sentar-se e a falar. Depois, quando o espanto e o medo passaram, o pai de Kelvin, António Santos, correu com o menino para uma unidade de saúde próxima do local onde estava a ser realizado o velório.

Na unidade de saúde, os médicos confirmaram que o menino estava realmente morto. Os presentes garantem que não foi invenção nem imaginação de ninguém, que Kelvin realmente falou, dizendo que estava com sede, voltando logo em seguida a ficar prostrado no caixão. A polícia do Pará abriu uma investigação para saber se a criança morreu mesmo quando foi dada como morta pela primeira vez, ou se os médicos não perceberam que ele eventualmente estava apenas em estado catatónico, muito semelhante à morte, e se só morreu efetivamente no velório por falta de assistência.

Kelvin foi dado oficialmente como morto pelos médicos do Hospital Aberaldo Santos, na localidade de Icoaraci, na periferia de Belém, para onde o pai o levou com febre e falta de ar. No dia seguinte, os médicos informaram a família que Kelvin tinha morrido de insuficiência respiratória, desidratação e que tinha sofrido durante a noite uma paragem cardíaca. Perante a denúncia de que a criança ainda estava viva no velório, responsáveis pelo hospital e pela Secretaria de Saúde negaram essa possibilidade e garantiram que foi feito todos os possíveis para salvar Kelvin. A família, inconformada, ainda tentou adiar o enterro, que foi pago pelo próprio hospital dado à pobreza dos pais do menino. Tal não foi autorizado e Kelvin foi enterrado sem terem sido feitos exames que provassem qual a data e o motivo do falecimento.