Em Alta CONFUSÃO

Aluna e mãe são agredidas por adolescentes e adultos em saída de escola

Uma das meninas alega que sua filha teria postado, numa rede social, um convite para o confronto

25/02/2016 22h12 Atualizada há 2 meses
Por: Itatira NEWS

Uma estudante de 14 anos e sua mãe, de 36, apanharam de um grupo de alunas e de dois adultos, que seriam a mãe e o padastro de uma delas, na última segunda-feira. A briga aconteceu na saída da Escola Professor Cláudio César Guilherme de Toledo, em Taubaté, no interior de São Paulo, e foi gravada em vídeo por uma das adolescentes que participaram da agressão. Segundo a cabeleireira Viviane Aguiar, mãe da vítima e que também foi agredida, uma das meninas alega que sua filha teria postado, numa rede social, um convite para o confronto — mas isso seria mentira. “Eu fui à escola porque o subdiretor me chamou para dizer que minha filha já tinha sido agredida dentro da diretoria”, conta a cabeleireira: “Estávamos voltando a pé para casa, pois moro ali perto, quando cerca de dez adolescentes e os responsáveis de uma delas começaram a nos bater”, diz.

Viviane estava carregando o filho, de apenas dois anos, num carrinho de bebê, quando foi atacada. No vídeo, que teria sido compartilhado nas redes sociais por uma das meninas que estavam na briga, é possível ver o momento em que as garotas batem, repetidamente, na cabeça da filha de Viviane e puxam seus cabelos. A cabeleireira não é poupada e leva uma chave de perna de uma das adolescentes. Um ciclista, que para para tentar ajudar, também apanha. Após assistir à agressão, o suposto padrasto de uma das adolescentes diz: “chega, filha”.

As vítimas foram resgatadas por um casal, que teve seu carro danificado pelas adolescentes. Viviane e a filha foram levadas para o Hospital Regional do Vale da Paraíba e liberadas no mesmo dia, mas continuam tomando medicamentos. “Não só minha filha não quer voltar para a escola como nós tivemos que sair de casa, estamos na casa de parentes porque fomos ameaçadas. Eles disseram que nós não podíamos envolver a polícia”, disse Viviane, que só foi à delegacia depois que a Polícia, que teve acesso ao vídeo, a procurou. O caso foi registrado no 2º Distrito Policial de Taubaté.