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Justiça obriga casal a devolver bebê adotado após erro de juiz

Eles conseguiram realizar o sonho de adotar um filho, mas a Justiça voltou atrás na decisão e avisou que eles teriam que devolver o bebê.

18/12/2020 13h18
Por: Itatira NEWS

Um casal do interior do Ceará terá que devolver um bebê que eles adotaram. Gabriela Fernandes Moreira e o marido Thallys Lima conseguiram realizar o sonho de adotar um filho, mas a Justiça voltou atrás na decisão e avisou que eles teriam que devolver o bebê, além de voltar para o final da fila de adoção. A jovem fez várias postagens nas redes sociais explicando o ocorrido. Em uma das publicações, ela aparece chorando muito. “Em 2018, eu dei entrada num processo de adoção, fiz um curso no fórum e não recebi o certificado, não foi por culpa minha. Muitas vezes eu fui lá no fórum procurar esse certificado”, diz. Sem o documento, ela sabia que não conseguiria ficar na fila de adoção – mas isso mudou em setembro deste ano, quando Gabriela foi informada por um juiz de que poderia adotar um menino. “Eu recebi uma ligação da coordenadora do abrigo e fui até lá. Quando cheguei lá, tinha um bebê de um mês, aí eu disse pra ela: ‘Como chegou a minha vez se faltava o certificado do curso?’”, conta Gabriela, que explica ainda que a coordenadora do abrigo garantiu que o juiz havia liberado. “Ela disse: ‘Mas o juiz disse que chegou a sua vez. A vez é sua, não tem nenhuma briga judicial por essa criança”.

Com a liberação, Gabriela e o marido deram continuidade ao processo. Eles passavam os finais de semana com o bebê, mas ela ainda estava inquieta quanto à situação legal. “Eu passei a semana da criança inteira com o meu filho, o quarto dele está todo pronto e aí o juiz mandou me chamar e disse que queria pedir desculpas”, conta Gabriela. Durante a conversa com o magistrado, Gabriela foi informada de que teria que devolver o bebê. “Ele disse que eu ia ter que devolver o meu filho, aí eu disse para ele que não aceitava e ele me pediu desculpa e disse que foi um erro dele, que ele não viu que estava faltando esse documento”, conta. A jovem ainda conta que a promotora deixou claro que ela enfrentaria uma briga judicial. “Ela disse: ‘Se você ganhar aqui em Tinguá, eu vou recorrer para Fortaleza. Se você ganhar em Fortaleza, eu recorro para Brasília. Se você ganhar em Brasília, eu vou entrar com uma ação de indenização, como você furou a filha”, relata. Pouco depois do início da confusão, Gabriela recebeu o certificado do curso de adoção, documento que havia causado todo o embate. No entanto, isso não resolveu o caso. “Eu voltei pro final da fila por um mero erro dele, eu não tive culpa nenhuma”, conta. Agora, há ainda um outro fator agravante no caso: dos seis casais que estão na frente de Gabriela e Thallys na fila, um já afirmou que quer ficar com o bebê. Em seu perfil no Instagram, ela ainda mostrou que a família havia se preparado inteiramente para receber o bebê, o que só aumenta o sofrimento agora que eles precisam ficar afastados. “Olha aqui o quarto do meu filho, eu esperei ele chegar. Está tudo pronto, tudo preparado, a foto dele”, disse.