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Famoso jogador de futebol, natural de Itatira, diz que pensou em abandonar a carreira

Há pouco mais de dez anos, o atacante Índio, natural de Itatira, vivia a melhor fase da carreira e deixava o Vitória, clube onde era ídolo. Embarcava para a Coreia do Sul para viver a sua primeira experiência internacional, defendendo o Gyeongnam.

19/06/2019 14h10Atualizado há 2 semanas
Por: Itatira NEWS

 

Março de 2008. Há pouco mais de dez anos, o atacante Índio, natural de Itatira, vivia a melhor fase da carreira e deixava o Vitória, clube onde era ídolo. Embarcava para a Coreia do Sul para viver a sua primeira experiência internacional, defendendo o Gyeongnam. Ia em busca da tão sonhada independência financeira.

Março de 2018. Índio está de volta ao aeroporto de Salvador, desta vez pelo portão de desembarque. Fez apenas uma escala na capital baiana: dali, rumou de ônibus para Vitória da Conquista, em busca da quarta experiência no futebol baiano depois de ter deixado o Barradão. O “artilheiro das flechadas”, como ficou conhecido este itatirense, voltou para disputar a segunda divisão do Campeonato Baiano pelo Conquista Futebol Clube, time que retorna às atividades após um longo hiato. Havia fechado as portas, coincidentemente, em 2008. 

A volta ao futebol baiano é mais uma tentativa de quem já pensou, seriamente, em abandonar o futebol. Aos 36 anos, Índio estava sem jogar desde agosto do ano passado. Seu último clube foi o Real Ariquemes, de Rondônia. No primeiro semestre de 2017, foi campeão estadual. “Fomos campeões invictos lá, fiz gol do título e tudo. Só que veja como é o futebol: o presidente depois do estadual não quis renovar com ninguém do nosso time, ninguém mesmo", conta Índio. "Fiquei meio desgostoso com o futebol, querendo largar, sabe? Tive até duas propostas, só que nem valiam a pena”, conta Índio. Desde agosto, Índio estava morando em Fortaleza. Natural de Itatira, o atacante mantinha a forma por conta própria. “Claro que não é essas coisas, né? De vez em quando batia uns babinhas e jogava futevôlei todos os dias”.

Pode-se dizer que voltar a jogar na Bahia é um convite irrecusável para o atacante. Depois de terminar o contrato com o Vitória, oficialmente, no final de 2013, Índio defendeu o Vitória da Conquista em 2014, o Ypiranga em 2015 e teve uma rápida passagem pelo Jacuipense em 2016. A insistência em jogar no futebol baiano é também uma vontade de ficar sempre o mais próximo possível de Salvador. “Venho muito para cá, dá nem tempo de sentir saudade", diz.

"Tenho muitos amigos e namorada em Salvador. Namorada, assim, quase casando, né? A gente tem quase cinco anos juntos já”, diz Índio. É também por causa de Amanda, a namorada, que Índio pensa em morar em Salvador depois que parar: “É o mais provável. Ela não quer sair da cidade e eu também não faço muita força para isso. Eu gosto mais daqui do que de Fortaleza. Vim pra cá em 2004, é quase uma vida inteira aqui”.

O apego à capital baiana pode ter sido um tanto tardio. Índio contribuiu para um momento de retomada do Vitória: o acesso à Série B, em 2006, e o retorno à elite, em 2007. Naquele mesmo ano, entrou para a história ao marcar quatro gols no 6x5 do último Ba-Vi da Fonte Nova. Depois daquilo, e apesar dos cinco anos de contrato com o Leão pela frente, pouco parou em Salvador. Retornou do empréstimo ao Gyeongnam apenas em 2010. Apesar do apelo da torcida, só entrou em campo uma vez. “É que eu já estava acertado com outro clube da Coreia do Sul, e os caras me pediram para não jogar”, diz Índio sobre a passagem relâmpago pelo Vitória em 2010.

Retornou do novo empréstimo em 2012, já acionando o Vitória na Justiça. Cobrava do Leão o FGTS que não havia sido depositado durante os dois anos na Coreia do Sul. Acabou afastado e perdeu a ação seis meses depois. Tentou uma reconciliação com o clube, mas foi emprestado ao América-RN sem cerimônia. No time potiguar, não teve espaço. No último ano de contrato com o Vitória, 2013, foi emprestado ao Madureira-RJ, Tiradentes-CE e Potiguar-RN. Acabou deixando a Toca do Leão pela porta dos fundos, mas com um grafite eternizando a sua flechada nos muros do Barradão.

Apesar de promissoras, ele afirma que as aventuras na Coreia do Sul não renderam tanto financeiramente: “Que nada, quem dera... Quando fui pra lá, o dólar não passava de R$ 2. Se fosse hoje em dia, com o dólar quase R$ 4, eu estaria rico. Até nisso dei azar”, diz já que o salário recebido era em dólar. Sobre o litígio com o Vitória e a relação com o clube, Índio não gosta de falar muito. “Ah, cara, isso ficou para trás...", diz Índio.

"Claro que eu queria ter ficado por mais tempo, ter jogado mais, mas teve esse caso todo do FGTS. Na época achava certo. Ficou para trás”, diz Índio. “Ainda gosto muito do Vitória, e tenho portas abertas lá. Já fui visitar algumas vezes, mas hoje em dia não tem mais quase ninguém que eu conheça por lá. Só Roque (Mendes, assessor de comunicação), Mário Silva (supervisor), um pessoal da rouparia e os massagistas. Mudou muita coisa”.

Hoje, Índio garante que só se preocupa, mesmo, em continuar distribuindo suas flechadas, agora pela segunda divisão. “Continuo comemorando os gols daquele jeito, sabia? É marca registrada, não posso perder. Cheguei aqui em Conquista e o povo começou a me cobrar que eu solte muita flecha este ano”, diz indio.   

 

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