Baratão das Frutas
UNOPAR CANINDÉ
POSTO IPIRANGA SUPER BANNER
VAQUEJADA DE LAGOA DO MATO
MAIS SAUDE ODONTO EM LAGOA DO MATO, EM ITATIRA
MARIANA LOBO

Filha de ex-prefeito de Itatira é Defensora Geral do Estado do Ceará

Mariana Lobo, a filha do ex-prefeito de Itatira, Francisco Afonso Machado Botelho, é Defensora Geral do Estado do Ceará.

20/06/2019 10h38Atualizado há 2 semanas
Por: Itatira NEWS

 

Mariana Lobo, a filha do ex-prefeito de Itatira, Francisco Afonso Machado Botelho, é Defensora Geral do Estado do Ceará. Ela foi reeleita Defensora Geral recentemente. Com viés humanitário, em apenas 11 anos de formada, ela ascendeu por competência de forma rápida. Em 2014, ela recebeu convite para ocupar o segundo posto mais importante do Ministério da Justiça.

Foi ainda Secretaria de Justiça no governo de Cid Gomes. Mariana Lobo também faz parte de grupos que discutem nacionalmente no âmbito do Ministério da Justiça políticas públicas.Ela costumava vim para Itatira. “O meu avô por parte de mãe, ele é agrônomo, tinha fazenda em Itatira, e a gente, com 12, 13 anos, já mais solta, subia em cima do cavalo e rodava a fazenda inteira. O meu avô levava a gente normalmente depois do fim do ano, e passávamos o dia convivendo mesmo com aquele ambiente. Na adolescência era mais na fazenda de Itatira”, destacou em entrevista ao jornal O POVO.

“Tinha intimidade de chegar na casa dos moradores e ficávamos conversando. E aí a gente acabava se envolvendo numa perspectiva de fazer festas para as crianças, saia percorrendo as casas para saber como estavam passando. Eu lembro que o meu avô brincava, que não precisava dar nenhuma assistência porque as netas faziam por ele. Então essa relação era muito forte. Então é uma realidade com a qual convivi muito de perto na fazenda do meu avô materno”.

Mariana Lobo já recebeu a Medalha Marcio Thomas Bastos de Acesso à Justiça. “Tive reconhecimento muito grande no final do final do ano passado, quando tivemos a primeira edição da Medalha Márcio Thomas Bastos de Acesso à Justiça, do Ministério da Justiça, e recebi na categoria gestora pública junto com a ministra (Nilcéa Freire – Secretaria Especial de Políticas para Mulheres) e o ex-presidente Lula. Eu digo pôxa, uma secretária do Nordeste, do Ceará, mulher, receber esse reconhecimento ao lado de uma ministra e um ex-presidente, foi uma vitória, porque conseguimos pautar coisas positivas para além do Ceará”, destacou.

Ela também já atuou no nucleo de direitos humanos da defensoria pública do Ceará. “Hoje, no núcleo de direitos humanos, já peguei casos de moradores de rua que morrem e como não têm documentação, se tem que entrar na Justiça para enterrar a pessoa. E através de uma pactuação com a Perícia Forense criamos uma forma de não ser necessária essa ação jurisdicional. Eu penso que a Justiça precisa entender que a prestação jurisdicional não é a única solução”, destacou.

“É por isso que eu acho que o Defensor Público tem o papel de ajudar na construção de políticas públicas que nenhum outro instrumento da justiça tem tão de perto. Porque ele escuta, está com a cara na realidade. E garantir direitos não é só militar no Judiciário. Garantir direitos é lutar para efetivar esses direitos. E aí foi que eu vi que a Defensoria Pública deve ser uma instituição protagonista com várias outras na construção de políticas públicas, porque ela está ali lutando”, afirmou.

“A ideia de fazer Direito era para seguir a busca pela justiça. Mas eu vou confessar que tinha uma paixão pela justiça criminal. Eu gostava muito. E também acho que pelos casos que meu avô contava por ocasião do tribunal do júri. Eu lembro de um caso que contou de uma pessoa que ele estava atuando e depois descobriu que ela não tinha cometido o crime, e deu graças a Deus por não ter concluído ainda o processo”.

“Cada um de nós pode ir além daquilo a que nos propomos, ou seja, vai além da questão meramente técnica que uma profissão pode proporcionar. Você precisa de muito pouco para fazer a diferença. Às vezes, até em termos de política pública, se pensa que é preciso fazer muito, mas se mudar a vida de um, já valeu a pena. Toda história tem dois lados, mesmo quando você tem certeza de que determinado lado está com a razão. Então ele falava muito do senso da justiça. E dizia muito: “todos merecem ser ouvidos”. Uma das razões pelas quais me apaixonei pela Defensoria foi essa”.

Mariana lembra de uma ação civil pública na Defensoria contra a Coelce. “E isso porque todo dia atendia gente daquela região reclamando de destruição do medidor. Mas o problema era que o medidor era externo, e qualquer dano a Coelce multava o dono da casa, e muitos não tinham como pagar e ficavam sem luz. O contato com aquela realidade para mim foi apaixonante. Fora que eu passei a ir nas associações de bairro. Eu passei a ir para dentro das comunidades, e isso me ajudei a entender que o papel da Defensoria no seu sentido jurisdicional. Ela lembra como recebeu o convite para a Secretaria de Justiça.

“Duas coisas me fizeram ir para a Secretaria de Justiça. Uma, a necessidade da gente ter em um órgão a pauta dos direitos humanos, um viés mais defensorial, de defesa. Se você observar, nessa função, o viés é mais punitivo, mais de polícia. E era a oportunidade que teria de levar um olhar de garantia de direitos; e a outra coisa que me incentivou, nós estávamos numa luta grande em busca de nossa autonomia, e eu teria a oportunidade de ser mais um interlocutor nessa luta da Defensoria", disse.

"Tanto que quando ele me chamou, eu disse: ‘o senhor não está esquecendo que eu sou defensora, não, né?’. E aí, levar o olhar da Defensoria para uma pasta tão importante. Podemos garantir direitos sem abrir mão da segurança, e a questão da segurança não pode abrir mão dos preceitos que regem os direitos humanos. E outro desafio era tentar mudar um pouco a face desse sistema, que é muito cruel”, disse..

 

MAIS SAÚDE ODONTO
POSTO IPIRANGA
ANUNCIO MAIS SAÚDE ODONTO
MAIS SAÚDE ODONTO EM ITATIRA
Últimas notícias
POSTO IPIRANGA ANUNCIO
Mais lidas
MAIS SAUDE ODONTO ANUNCIOS