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PRAGA DO MILHO

A misteriosa praga que atacou plantações inteiras de milho em Itatira no ano de 2013

Embora não estivesse claramente demonstrado que a praga nas plantações pudesse causar alergias e envenenamentos, os moradores de Itatira estavam apreensivos e tenebrosos devido o alto número de espigas infectadas e sua rápida propagação por diversas regiões do município.

23/06/2019 00h07
Por: Itatira NEWS

Uma praga misteriosa atacou plantações de milho em Itatira em 2013. Era para ser uma colheita normal de milho na fazenda do itatirense Manoel Rodrigues do Nascimento, 73, que tem 200 metros quadrados de área plantada na sede desde município. Mas várias espigas "diferentes" surgiram no sitio. No momento em que fazia a colheita no milharal, o agricultor não percebeu anormalidades, no entanto, a surpresa veio quando retirou a palha de uma das espigas colhidas.   

"Encontrei isso aí que vocês estão vendo. Nunca havia visto uma coisa dessas", disse Vieira surpreso e sem entender direito porque os milhos estavam naquelas condições. “Depois da primeira planta contaminada todo dia venho encontrando espiga assim. Não dá pra comer e nem alimentar os animais com isso”, disse o agricultor na época. Embora não estivesse claramente demonstrado que a praga nas plantações pudesse causar alergias e envenenamentos, os moradores de Itatira estavam apreensivos e tenebrosos devido o alto número de espigas infectadas e sua rápida propagação por diversas regiões do município.

Além de Nascimento, agricultores de pelo menos quinze comunidades da zona rural recolhiam dezenas de espigas contaminadas. Os sintomas foram detectados em maior abundância em propriedades das comunidades de Patente, Paquetas, Contentas, Desterro, Açude, Serrinha, Juá, Saco dos Sales, São Bonifácio, Lagoa do Mato e sede municipal. No inicio, surgiam pequenas manchas que lembram cinzas de carvão no milho. Depois as galhas ficavam com esporos negro-azulados, semelhantes a tumores e também com aparência de carvão.

"Comecei a perceber que a planta do milho estava com aspeto queimado e que a praga não afetava apenas a espiga, mas também outras partes do milho e causava a morte das plantas", disseNascimento. Os agricultores relatavam que, em alguns casos, as galhas do milho surgem com deformidades até do tamanho de uma bola de futebol. A presença generalizada nas plantações provocou uma corrida de agricultores por informações sobre a doença na Secretaria de Agricultura da prefeitura e em emissoras de radio locais. Maria José Ferreira Duarte, 47, moradora da comunidade de Contendas, tem 2 hectares de área plantada e demonstrava infelicidade ao ver o milharal ser contaminado.

“Já basta a seca desse e agora o pouco milho que conseguimos plantar ainda tem essa coisa que ninguém sabe o que é”, reclamava na época Maria José. “Usamos o milho para fazer canjica, pamonha e comer assado, mas estamos jogando fora as espigas contaminadas e isso tem diminuído o consumo e a venda dos produtos derivados do milho”, disse. A Secretaria de Agricultura de Itatira afirmou na época que considerava a infecção séria em termos econômicos, pois a plantação de milho é uma das principais fontes de renda dos moradores da região.

O secretário da época, Icassi Gonçalves, informou que iria realizar um mapeamento das plantações contaminadas para elaborar uma estratégia de controle da doença, impedindo sua propagação. “Ataques maiores podem prejudicar a produção do município", disse o secretário acrescentando que a Empresa de Assistência Técnica de Extensão Rural do Ceará (Ematerce) recolheu amostras para análises em laboratórios da Capital cearense. “Tudo que estiver ao nosso alcance para solucionar esse problema iremos fazer”, disse Gonçalves. Mas o que atacou as plantações de milho em Itatira no ano de 2013?

De acordo com especialistas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), as plantações de milho em Itatira estavam sendo atacadas por “carvão-do-milho”, uma doença causada por um fungo parasita que surge nas plantas e provoca as anormalidades. O clima quente e moderadamente seco provocaram o surgimento da praga em diversas plantações. "Percebemos que o fungo parasita alastra-se com facilidade. O fungo é muito leve e pode ser transportado pelo vento por centenas de quilômetros”, explica o técnico Gilberto Linhares. De acordo com ele, os agricultores deveriam destruir as plantas infectadas.

"A doença pode permanecer na propriedade de uma safra para a outra. Os produtores devem enterrar ou queimar todas as espigas contaminadas para evitar uma incidência maior no próximo ano", diz Linhares. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) afirmou que as plantações de milho em Itatira estavam sendo atacadas por “carvão-do-milho”. De acordo com a Embrapa, as comunidades rurais da região estavam sendo atacadas por “carvão-do-milho”, uma doença causada por um fungo parasita que surge nas plantas e provoca as anormalidades. De acordo com Luis Azevedo, gerente local Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), os dados laboratórios serviram de base para elaborar uma estratégia de controle da doença, evitando uma propagação para o resto do Estado. "O fungo causador do carvão-do-milho é o Ustilago maydis, ele é muito leve e pode ser transportado pelo vento por centenas de quilômetros.

A doença permanece na propriedade de uma safra para a outra", explica Azevedo. De acordo com ele, os agricultores deveriam destruir as plantas infectadas. "Infelizmente não há como reverter a doença nas plantações. No entanto, os produtores devem enterrar ou queimar todas as espigas contaminadas para evitar uma incidência maior no próximo ano. Também existe um remédio que poderá ser aplicado no próximo ano durante o período de floração do milho", diz.

A Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Ceará (Adagri) informou que nunca houve relatos oficiais de carvão-do-milho no Estado e que o órgão tinha enviado na época um especialista para elaborar um relatório sobre a aparição da praga em Itatira. De acordo com Aline Cavalcante Vieira, fiscal agropecuária da Adagri, o documento foi elaborado com bases em depoimentos dos produtores, fotos e dados de localização das plantações feito por meio de GPS. "O surgimento do fungo nos pegou de surpresa porque geralmente essa doença é mais comum no Centro-Oeste e no Sul, mas no Ceará é a primeira vez que acontece relatos.

As perdas em Itatira não chegaram a 10% da produção, no entanto, embora os prejuízos sejam pequenos, mesmo assim é preciso tomar medidas de controle", diz Aline Cavalcante Vieira que visitou as comunidades em 2013. "Geralmente não monitoramos plantações de milho, mas esse caso era especial", diz a fiscal agropecuária. A especialista dar dicas para agricultores que sofrem com a praga nas plantações. "O agricultor pode plantar no local do milharal outra cultura que não possa ser atacada pelo carvão-do-milho. Durante dois ou três anos é preciso evitar plantar milho no mesmo local afetado. Esse tempo é necessário para interromper o ciclo de reprodução do fungo", diz Aline. Também pode ser proposto aos produtores a suspensão da distribuição das sementes para outros municípios.

"O homem do campo poderá utilizar as sementes, mas desde que o consumo seja dentro daquela propriedade, evitando repassar o material contaminado para outras regiões do Estado", acrescenta Aline. No inicio, surgem pequenas manchas que lembram cinzas de carvão no milho. Depois as galhas ficam com esporos negro-azulados, semelhantes a tumores e com aparência de carvão. Os sintomas do carvão do milho foram detectados em mais de 20 comunidades da zona rural do município de Itatira.

A doença existia em maior abundância em propriedades das comunidades de Patente, Paquetas, Contendas, Desterro, Açude, Serrinha, Juá, Sussuarana, Saco dos Sales, São Bonifácio, Lagoa do Mato e sede municipal. Os produtores de Itatira estavam temerosos devido o alto número de espigas infectadas e sua rápida propagação por diversas regiões do municipio. A Secretaria de Agricultura de Itatira considerava a infecção séria em termos econômicos, pois a plantação de milho é uma das principais fontes de renda dos moradores da região. O milho é um conhecido cereal, cultivado em grande parte do mundo. 

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