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VIDA APÓS A MORTE

Moradores de Itatira buscam explicações para vida após a morte

A vida na Terra não é eterna e que um dia todos iremos morrer, sendo necessário estarmos preparados até mesmo para a hora que já estivermos mortos

10/07/2019 09h27Atualizado há 1 semana
Por: Itatira NEWS

O número de funerárias e planos de funerárias no município de Itatira cresceu nos últimos anos. Por mês, muitos moradores do município de Itatira pagam uma taxa para terem direito, quando morrerem, a um velório com estrutura e comodidade, além de evitar e provocar, com a própria morte, preocupações, dificuldades e dividas com aquisição de material para o velório e enterro.

Desta forma, os planos de funerárias se tornaram um mercado crescente no município de Itatira de uma parcela da população que cada vez mais compreende que a vida na Terra não é eterna e que um dia todos iremos morrer, sendo necessário estarmos preparados até mesmo para a hora que já estivermos mortos. O instante entre a vida e a morte de uma pessoa, ou seja, o exato momento da morte, é algo que muitos itatirenses têm presenciado com cada vez mais frequência. Com o crescimento populacional, o aumento da violência e dos acidentes de trânsito, a morte tornou-se corriqueira e cada vez mais presente no dia-a-dia dos moradores do município de Itatira.

Uma pessoa pode morrer de uma doença, pode ser morta durante a madrugada com um tiro, ou pode não resistir aos ferimentos de acidente de trânsito. No entanto, embora o número de mortes tenha aumentado no município, a morte continua sendo dolorosa e cheia de tristeza e saudade. Mas, o que é a morte? Apesar de todos os avanços da ciência em todo o mundo, os melhores hospitais e os maiores centros de medicina não conseguiram ainda “ressuscitar” alguém. Isso porque hoje o conceito de morte mudou os últimos anos, com o avanço da ciência.

Antes a morte era anunciada pela ausência de batimentos cardíacos ou quando o coração parava de funcionar, mas o surgimento do transplante de coração e as avançadas técnicas de ressuscitação conseguiram trazer muitos de volta a este mundo. No entanto, a morte continua. A morte do cérebro, ou seja, a chamada morte cerebral é dada hoje como a morte realmente dita, uma vez que não existe ainda na medicina técnicas de ressuscitação do cérebro ou mesmo transplante de cérebro para trazer alguém de volta a vida.

Desta forma, o momento em que se anuncia que alguém morreu, torna-se doloroso e triste, e na maioria das pessoas, inaceitável. Muitos seres humanos não aceitam a morte. Não se conformam em ter que compreender que aquele ser, que antes estava vivo, já não pode mais viver, ou se apagou, ou que nunca mais poderá ser visto. A tristeza, a saudade e a revolta ocorrem em muitas situações de pessoas que precisam conviver com a morte de alguém próximo. Após ser dada a morte cerebral de uma pessoa, nenhum médico, nenhum hospital ou centro médico, por mais avançado que seja no mundo, pode trazer de volta quem foi diagnostico com morte cerebral.

A maioria das pessoas que passam por esta experiência de perder uma pessoa próxima, relatam que se sentem impotentes e que, nestas horas, compreendem que a humanidade, por mais avançada que seja na medicina, ainda não conseguiu técnicas para trazer de volta um ser humano que se foi. E nestas horas que as pessoas sentem tristeza, saudade e revolta por não aceitarem perder alguém próximo. Quem tem que passar pela experiência de perder uma pessoa próxima também sente que a vida, as ambições, o luxo, a ganância, o dinheiro e os bens materiais foram em vão, uma vez que todo o poder material não adiante para pagar a vida ou trazer a vida de volta. Nestas horas, a maioria das pessoas, por predominância de crenças e religiões, recorre em acreditar em outra vida ou outro mundo após a morte.

“Quem vive a experiência de perder alguém sente que é hora de voltar mais para as suas crenças, para a sua religião. As pessoas sentem que, assim como a morte veio para aquela pessoa, um dia a morte também virá para as demais pessoas e que, portanto, é precisar estar vivendo de acordo com os ensinamentos de suas crenças e religião”, diz um funcionário de uma funerária do distrito de Lagoa do Mato, que trabalha acostumado a conviver com velórios e sepultamentos e perceber o sentimento que fica entre aqueles que sentem a falta de alguém próximo. No entanto, as interpretações a cerca do que acontece após a morte varia conforme a crença ou religião de cada ser humano.

A maioria das pessoas acredita em uma vida melhor do que esta, que ocorreria em outra dimensão e o ser humano viveria de maneira eterna em outro mundo. Esta, inclusive, tem sido a principal promessa feita pelas religiões que avisam seus seguidores que existe sim algo após a morte e que passaremos a viver de forma eterna em um lugar melhor do que este. Porém, as mesmas religiões deixam claro que, aqueles que não seguirem corretamente seus dogmas e regras irão após a morte para um mundo de tormento, sofrimento, fogo e choro eterno.

No cristianismo, o lugar bom após a morte chama-se “céu” ou “paraíso” e o lugar ruim chama-se “inferno”. Com a predominância do cristianismo no município de Itatira, qualquer pessoa saberia dizer o que é o “céu” e o “inferno”, até mesmo crianças afirmam que quando morrerem querem ir para o céu. Mas entrar no céu, segundo os próprios cristões exigiria um conjunto de atitudes e obras boas, sendo, portanto a entrada no paraíso uma dúvida e uma incerteza que ninguém poderia responder a não ser, claro, quem já morreu. Ou seja, só saberíamos se entraremos sim ou não no paraíso somente quando realmente morrermos e deixarmos esse mundo.

Desde modo, o cristianismo também deixa claro que ninguém pode la do paraíso voltar e avisar aos parentes e amigos que ficaram na Terra se este alguém esta no céu ou não. Assim sendo, a certeza que muitos foram para o céu é dita frequentemente nos velórios para ilustrar alguém que foi, de certo modo, bondoso e que fez obras boas na Terra. Embora não se tenha certeza, as pessoas começam sempre nos velórios a dizer para onde o falecido foi após a morte baseado em suas obras. Desta forma, para muitas pessoas, a morte é o fim da vida, mas também o começo de uma nova vida.

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