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SUCESSO DO FUNK

Jovens de Itatira fazem sucesso dançando funk na internet

O numero de jovens de Itatira estão fazendo sucesso dançando dançando funk na internet está crescendo. As musicas falam sobre sexo e as coreografias imitam posições sexuais.

10/07/2019 11h52Atualizado há 1 semana
Por: Itatira NEWS

 

Vários jovens de Itatira estão fazendo sucesso dançando funk na internet seja através de seus perfis no Facebook ou páginas na rede social ou atraves de canais no YouTube. O numero de jovens de Itatira estão fazendo sucesso dançando dançando funk na internet está crescendo. As musicas falam sobre sexo e as coreografias imitam posições sexuais. O funk brasileiro vive há quase duas décadas entre extremos de aceitação e repúdio em Itatira.

Se as músicas contam com milhões de plays no YouTube e Spotify, e são cada vez mais um estulo musical preferido de adolescentes e crianças, o estilo também é alvo de criticas de moradores, principalmente adultos e idosos. Entre quem não gosta do gênero é comum ouvir que o funk estaria entre os responsáveis por um declínio moral e cultural.

A história do funk no municipio de Itatira começou há cerca de duas decadas. No Carnaval de 1997, a escola de samba Viradouro insere uma “paradinha” ao estilo funk em seu samba-enredo campeão. Era o tempo de Claudinho & Buchecha, que fizeram sucesso com músicas como “Conquista” e “Só love” que eram ouvidas por moradores de Itatira, principalmente também por crianças, jovens e adolescentes.

Com sons mais suaves e letras românticas, representavam o chamado “funk melody”, uma vertente de destaque nos bailes na primeira metade dos anos 1990. Em 1998, surgiu o “tamborzão” no Rio de Janeiro, que também chegou no municipio de Itatira. A batida dominaria o funk pelas décadas seguintes e começaram a se tornar mais comum no municipio de Itatira.

No início dos 2000, o funk teve uma nova onda de estouro nacional, com alcance ainda maior que a anterior, ampliando sua aceitação entre ouvintes de classe média e alta. Em Itatira, jovens começaram a ouvir musica de funk e festas e eventos começaram a ser realizados tocando funk. O momento foi puxado por sucessos avassaladores como “Cerol na mão”, do Bonde do Tigrão, “Eguinha Pocotó”, de MC Serginho & Lacraia, e ”Tapinha não dói”, de Naldinho e Bela.

Em seguida, veio a primeira leva de mulheres MCs, que cantavam sobre sexo de um modo que até então era exclusividade dos seus colegas homens, como por exemplo, “Fama de putona só porque como seu macho” (Tati Quebra-Barraco) e “Tá ardendo, mas tô aguentando” (Deize Tigrona). Foi neste período que o funk teve seu primeiro momento “hipster” no Brasil e em Itatira, ao despertar o interesse de um público ligado em novidades da música eletrônica e do rock alternativo.

Em 2009, a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro promulgou uma lei que declarava o funk como patrimônio cultural imaterial do estado. Como justificativa, dizia que o funk “está diretamente relacionado aos estilos de vida e experiências da juventude de periferias e favelas”. O funk feito em São Paulo conseguiu projeção nacional no início dos 2010 com o funk ostentação, com letras aspiracionais, que faziam alusão a marcas de roupas ou carros. Seu maior astro foi o MC Guimê, com hits como “Plaquê de 100”. Segundo Renato Barreiros, diretor do documentário “Funk ostentação”.

 

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