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EM ITATIRA

Rodovias de Itatira não possuem acostamento e matam pessoas

Diariamente, pedestres e ciclistas arriscam suas vidas se colocando no meio da pista em ambas as rodovias.

15/12/2019 18h48Atualizado há 1 mês
Por: Itatira NEWS

Os pedestres, ciclistas, motoristas e motociclistas que cruzam as rodovias de Itatira reclamam da falta de acostamento. A existência de um acostamento nas estradas poderia ter evitado muitas mortes no municipio. Diariamente, pedestres e ciclistas arriscam suas vidas se colocando no meio da pista em ambas as rodovias. “Acho que chegou o momento das autoridades do município se reunirem e começarem a lutar junto aos órgãos do Governo do Estado por um acostamento nestas rodovias”, disse uma moradora da comunidade de Umarizeiras, que fica na zona rural de Itatira, nas margens da CE 366. As condições de tráfego na CE-366 e CE-341, no trecho entre o distrito de Lagoa do Mato e a BR-020 e a sede do municipio ao distrito de Lagoa do Mato, no municipio de Itatira, estão provocando reclamações dos motoristas. Segundo eles, a pista estreita e a falta de acostamento prejudicam o trafico de veículos e pedestres. A principal queixa dos usuários é a falta de acostamento nas principais rodovias do municipio de Itatira. Para os motoristas e pedestres as condições da estrada são boas, mas os motoristas e pedestres reclamam da falta de acostamento.

Segundo eles, em caso de emergência, praticamente não há espaços para estacionar um automóvel. A falta de acostamento obrigada ainda os pedestres caminharem no meio do asfalto. Porém o que mais deixa os pedestres mais inseguros, além da falta de acostamento, é a velocidade com a qual os veiculos costamam passar. Os moradores relatam que diariamente flagram carros, motocicletas e até caminhões passando acima da velocidade máxima permitida na via. Motoristas e pedestres reclamam das condições das rodovias e pedem investimentos nas estruturas das rodovias. É comum acidentes provocados pelas péssimas condições das rodovias. Segundo reclamações de moradores de Itatira, a CE-366 e a CE-341 foram construída no município, mas não foram feitos acostamentos no decorrer dos vários quilômetros. O local é rota de veículos pesados que fazem o transporte principalmente de produtos agropecuários. Nessas condições além de sofrer prejuízos por conta de um pneu que pode furar, o motorista também convive com a possibilidade de atropelamento.

Caminhoneiros costumam usar a via para levar mercadorias até o distrito de Lagoa do Mato, o centro urbano do municipio de Itatira. "A gente arrisca ganhar essa quilometragem, esse tempo, e quebrar o caminhão ou atropelar um pedestre. Dimiui a quilometragem, o combustível, só que tem o caminhão, né? Prejudica mais", diz o caminhoneiro Francisco Castro Oliveira. E não é difícil encontrar relatos de acidentes com a estrada sem acostamento. Além da pista estreita, não há acostamento nem de um lado, nem do outro. Na CE-366 os acidentes e as mortes provocados por atropelamentos são constantes. A rodovia CE-366 tem movimento intenso. "Fica complicado. Isso aí faz com que a gente diminua a velocidade, o tempo de percuso de uma cidade pra outra se torna muito, o desgaste dos carros. Isso sem falar nos acidentes que ocorrem por aqui", contou o motorista Antonio da Silva Cardoso.

Várias cruzes no meio da estrada indicam o perigo de morte. No local a atenção precisa ser redobrada também por causa da grande quantidade de pedestres fazendo caminhadas todas as manhãs e no fim da tarde. "As cruzes fazem referências a acidentes", diz um morador citando que o trecho que liga o distrito de Lagoa do Mato a BR-020, que é uma das rodovias com maior número de acidentes no municipio. "Sempre tem uns inresponsáveis que andam nas rodovias", diz um morador. "A CE-366 gera riscos para os motoristas e principalmente para os pedestres", diz um morador que caminha na CE-366 e tenta se desviar dos automoveis e motocicletas que trafegam na rodovia. "O local não é apropriado. Não tem acostamento", diz. "Essa estrada é muito estreita e já aconteceram muitos acidentes aqui", diz. Na CE-341, também em Itatira, a situação é ainda mais critica.

A pista estreita obriga os motoristas a chegarem próximo dos pedestres e dos ciclistas que trafegam praticamente no meio da pista, junto com os carros. "É muito arriscado caminhar aqui", diz um morador. Para se desviar dos pedestres, muitas vezes o motorista precisa fazer manobras arriscadas, invadindo a pista contrária. A falta de acostamento e as condições precárias do asfalto estão provocando cada vez mais acidentes no municipio de Itatira. O agricultor Francisco Junior Oliveira mora no conjunto habitacional do distrito de Lagoa do Mato e todos os dias precisa passar pela rodovia CE-341 para chegar ao trabalho. Ele utiliza uma bicicleta como meio de transporte e sem acostamento na via, arrisca a vida diariamente. Para o agricultor, a conscientização dos motoristas é essencial para evitar acidentes. “Acho que é a colaboração dos motoristas, eles têm a consciência, porque a estrada é uma linha bem ‘estreitinha’, se eles não tiverem a consciência de colaborar passa um por cima do outro porque não tem espaço”.

O movimento intenso, principalmente de caminhões tem preocupado os moradores nos ultimos meses. Para os motoristas, o grande movimento, especialmente de caminhões, requer a urgente melhorias nas rodovias. Os moradores também entendem que a falta de acostamento é preocupante. “Tem bastante caminhão passando por aqui e como a rua não tem acostamento fico com medo de sair para caminhar, sair de casa. É uma questão de segurança", diz um morador. O meu menino queria uma bicicleta, mas não dou porque é muito perigoso. Aqui não tem acostamento e os carros passam em alta velocidade", diz um morador.

O acostamento de uma estrada é uma faixa longitudinal pavimentada, contígua a essa mesma estrada, não destinada ao uso de automóveis senão em circunstâncias excepcionais. É costume estar delimitada por uma faixa branca ou amarela e só podem transitar por ela os peões/pedestres, as bicicletas ou veículos puxados por animais. Excepcionalmente poderão circular na berma, a velocidades anormalmente reduzidas, e em caso de emergência, os veículos motorizados normais. Veículos de emergência, como viaturas policiais e ambulâncias, também são autorizados a utilizar a faixa para chegar mais rápido até a ocorrência, sendo muito útil em caso de congestionamento na via. Em algumas auto-estradas a linha branca ou amarela é descontínua e com relevo, o que provoca que ao ser cruzada a grande velocidade se ouça um ruído que serve de aviso perante um possível despiste do veículo.

Alguns países europeus e norte-americanos utilizam em algumas rodovias os chamados hard shoulders (bermas) como faixas de rolamento ocasionais onde se permite a utilização pelo tráfego regular, porém em velocidade reduzida, em vias com muitas faixas em momentos de grande movimento de veículos. Essas vias normalmente são dotadas de sistemas que detectam o volume do tráfego e sinalizam quando a berma pode ser utilizada, além de zonas de refugo ao longo do trajeto para acomodar carros em situação de emergência. No Brasil, o acostamento tem seu uso destinado à parada ou estacionamento de veículos, em caso de emergência, e à circulação de pedestres e bicicletas, quando não houver local apropriado para esse fim. É comum alguns motoristas usarem indevidamente o acostamento, principalmente em caso de congestionamentos. Para trafegar nas rodovias sem acostamento é preciso ter mais atenção ao dirigir, e tomar muito mais cuidado se houver a necessidade de parar o veículo. Outro agravante nesse percurso é o mato alto.  “Se der algum problema com o automóvel e for necessário parar, a pessoa tem que sinalizar o local o máximo possível, sejam com faróis acesos, galhos de árvores, pisca alerta, entre outros métodos”, diz um morador.