Urbano INRESPONSABILIDADE

Maioria dos motociclistas de Itatira não utilizam capacete

Usar capacete corretamente reduz em até 40% o risco de morte e em até 70% as chances de sofrer ferimentos graves na cabeça.

18/04/2020 00h56
Por: Itatira NEWS

O capacete é o item de segurança mais importante para os motociclistas que utilizam as estradas do municipio de Itatira. Mesmo assim, o seu uso ainda não recebe a devida importância por todos os condutores. No Ceará, 67,5% dos motociclistas sempre utilizam capacete, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde, divulgada este ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pelo levantamento, 32,5% dos motociclistas do Estado não têm como hábito o uso do capacete, comportamento que revelado nas estatísticas de mortos e sequelados em acidentes de trânsito envolvendo motocicletas. Considerado pelo Governo do Estado item essencial de consumo da população, o capacete foi incluído na mensagem de nº 7.905, já em tramitação na Assembleia Legislativa, para redução da alíquota do ICMS de 12% para 7%, como forma de incrementar o uso pelos motociclistas.

Estudo sobre segurança no trânsito da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que usar capacete corretamente reduz em até 40% o risco de morte e em até 70% as chances de sofrer ferimentos graves na cabeça. O Ministério da Saúde, por sua vez, aponta estudos mostrando que o uso de capacetes pode prevenir cerca de 69% dos traumatismos crânio-encefálicos e 65% dos traumatismos da face. O capacete é um item de segurança obrigatório para os motociclistas, conforme o Código Brasileiro de Trânsito (CTB), e é fundamental para evitar consequências mais graves em acidentes de trânsito. Quem não usa o capacete, além de colocar a própria vida em risco, comete uma infração gravíssima, com multa de R$ 191,54 e suspensão direta do direito de dirigir.

Em 2014 foram registrados no país mais de 127 mil internações por conta de acidentes de trânsito envolvendo motocicletas, o que representou gasto de R$ 183,1 milhões para o Sistema Único de Saúde (SUS). No Ceará foram 732 mortes. A partir de 2010, o maior número de óbitos ocorreu em 2012, com 841 mortes de motociclistas e garupeiros, de acordo com o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde. O Instituto Dr. José Frota (IJF), principal hospital de referência em traumas do Ceará, os atendimentos a acidentados com motocicletas somaram 7.382 pacientes no primeiro semestre de 2014 e 6.755 pacientes no mesmo período deste ano.