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Itatira SAÚDE EM COLAPSO

Morre itatirense que ficou dias à espera de leito de UTI em Fortaleza

A Justiça chegou a dar prazo de 24 horas para que o Governo do Estado do Ceará transferisse o itatirense para uma Unidade de Terapia Intensiva - UTI.

12/05/2020 07h30 Atualizada há 2 semanas
Por: Itatira NEWS

Morreu nesta terça-feira (12) o itatirense de 56 anos que contraiu coronavírus em Fortaleza e ficou dias à espera de um leito de UTI em uma UPA da Capital cearense. Ele deu entrada na UPA no dia 27 de abril e somente em 6 de maio conseguiu um leito de UTI no Hospital César Cals, no Centro de Fortaleza. Ele estava internado desde de 6 de maio em estado grave na UTI do Hospital César Cals. Após agonizar por dias à espera de um leito de UTI, o pulmão do itatirense ficou bastante comprometido, os rins também, a pressão estava alta, ele estava fazendo hemodiálise e estava em coma induzido. Familiares informaram ao Itatira NEWS que Antonio Amorim Gomes veio óbito após complicações em seu estado de saúde. A familia não vai poder realizar velório e o corpo deve seguir direto para o cemitério em caixão lacrado. Antonio Amorim estava internado desde o dia 27 de abril em uma UPA do bairro do Bom Jardim respirando com ajuda de um balão de oxigênio e aguardando uma vaga de UTI. O homem era natural de Itatira e morava em Fortaleza há alguns meses. Ele começou a sentir-se mal nos últimos dias com dificuldade para respirar. No dia 27 de abril, o itatirense aceitou ser levado pela família para UPA e os médicos solicitaram exame para coronavírus. Segundo a família, o resultado confirmou que ele estava infectado pelo vírus. 

A UPA informava aos familiares que não estava conseguindo uma vaga de UTI no sistema público de saúde da capital cearense. O vereador do municipio de Itatira Marcelo Enfermeiro entrou na Justiça pedindo que o Estado providenciasse uma UTI para o itatirense. A Justiça chegou a dar prazo de 24 horas para que o Governo do Estado do Ceará transferisse o itatirense para uma Unidade de Terapia Intensiva - UTI. Na decisão o juiz dizia que o Estado deve providenciar um leito de UTI na rede pública ou particular para o itatirense e em caso de descumprimento será aplicado multa diária de 3 mil reais e teto de provisório de 60 mil reais. Ao aceitar o pedido de liminar o juiz destacou trecho do relatório feito pela UPA em que dizia que o itatirense era "paciente com indicação de cuidados médicos em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Prioridade I, com risco elevado de morte". No dia 6 de maio, ele foi transferido para UTI do Hospital César Cals, em Fortaleza, mas seu estado de saúde já estava bastante grave.